Silêncio e precisão


Uma recomendação de leitura de André Forastieri me deixou especialmente intrigada.

“O Direito à Preguiça”, de Paul Lafargue.

Ainda não li o livro, mas gostei do excerto citado pelo jornalista Forastieri em seu blog.

“Na sociedade capitalista, o trabalho é a causa de toda degeneração intelectual, de toda deformação orgânica… o proletariado, traindo seus instintos, desconhecendo sua missão histórica, deixou-se perverter pelo dogma do trabalho. Duro e terrível foi seu castigo. Todas as misérias individuais e sociais nasceram de sua paixão pelo trabalho”.

O trabalho, visto como capacidade criativa do ser humano, é antes um prazer do que uma obrigação. Visto como necessidade pura de capitalização é ilusão de poder, é desperdício de tempo e é um abuso com a natureza.

Tenho sentido que nós humanos produzimos demais e desnecessariamente. Como disse o amigo Daniel Quintela em seu blog a gente fica perdido em meio a tanta produção e ao mesmo tempo tanta informação inútil.

Cabe a nós, sermos concisos. Poluir menos o mundo.

É maravilhoso que todos tenhamos direito à expressão. É a democracia.

Mas é também um perigo. Quantas coisas que não acrescentam em nada estão sendo ditas e feitas no mundo?

Dar-se o direito à preguiça é não produzir em vão. Para que produzir algo que não irá realmente ajudar-nos todos a caminhar rumo a uma evolução?

Trabalho não tem nada a ver com dinheiro. Tem a ver com movimento. Importante é direcionar esse movimento num sentido saudável, de forma que o que cada um de nós produz traga verdadeira satisfação.

5 comentários:

d.Ayer disse...

Eita Marina,
é um prazer, anexe links, fale bem e tb mal, convide, insista e tudo mais, estou aqui e essa (net) é nossa democracia, nosso grito para o mundo.

Adorei seu texto e a proposta do blog, está de parabéns. Fico muito honrado de ser citado em seus texto. Adorei. Precisando é só chamar.

Beijão

.,. o que é que eu tenho a ver com isso?.,. disse...

queridona abalando!
fino tá o blog, heim?
voltaste tão firme!
lindo o texto...
vamo que vamo!

bjocas

Marina Utsch disse...

Obrigada pela força, flávia...Agora pego esse boi-blog pelo chifre!! rs!!! venha sempre e fique a vontade...

sio disse...

entao utsch, adorei esse texto, sucinto, mas diz muito. trabalho é isso, é movimento, é deslocamento, é força, é pensar, é propor, é reinventar, é mobilizar. agir mecanicamente fazendo com que as coisas se repitam e continuem no mesmo lugar, não é trabalho, é inércia. parabéns pelo blog.
bjo grande

Marina Utsch disse...

que bom, sio....fico feliz qeu gostou e agradeço pelo comentário...volte sempre!!!